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Nunca se falou tanto em bicicletas no mundo todo. Basta ligar a televisão, folhear revistas, jornais ou dar uma volta pela cidade e você vai perceber, as bicicletas estão por toda parte! O que há tempos era considerado apenas um “brinquedo”, hoje se tornou umas das mais cobiçadas maneiras de se deslocar pela cidade, lazer ou para a prática esportiva. São tantos os benefícios que é praticamente impossível não querer pedalar. Quem já experimentou sabe, isso vicia! Isso é ótimo, quanto mais gente pedalando, melhor. Mas é aí que mora o perigo. Com o tempo, as bicicletas foram evoluindo e se transformaram não somente em máquinas super eficientes, mas em verdadeiros objetos de desejo.

Desejo não só seu, que pretende investir num bom equipamento, mas também dos criminosos que todos os dias se aproveitam da falta de segurança nas ruas, nas trilhas e estradas.

Hoje, é possível encontrar bicicletas de várias marcas e modelos mais simples com preços que variam entre R$ 350 até as que possuem tecnologia tão avançada quanto a de um carro de Fórmula 1, podendo chegar a R$ 35 mil. Independente do valor de mercado da sua bicicleta, se você a usa, ficar sem ela certamente irá lhe fazer falta. 

A Secretaria Nacional de Segurança Pública não tem estatísticas atualizadas sobre furtos ou roubos de bicicletas, mas quem acompanha as notícias nos jornais, revistas e internet, sabe que o número de roubos e furtos aumentou muito nos últimos tempos.  Só na Cidade Universitária de São Paulo-USP, um dos únicos lugares adequados para a prática esportiva, houveram quase 20 casos de roubos de bicicleta à mão armada só no mês de janeiro.

Não se trata de um fato isolado. Estamos passando por um surto de roubos de bicicletas em todas as cidades brasileiras, com maior incidência em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Ribeirão Preto e Recife. As tentativas de assalto têm acontecido dentro da cidade, nas estradas e inclusive nas trilhas. Justamente por isso, reunimos algumas dicas que podem ajudá-lo a preservar o seu querido patrimônio.

Por que fazer seguro da sua bicicleta?

A Estar Seguro, que administra hoje mais de cinco mil apólices, foi pioneira, há nove anos, no seguro para bicicletas no Brasil. Para Luiz Fernando Giovannini, idealizador do produto, o seguro traz para o ciclista uma tranquilidade extra. 

“Quem teve a sua bike roubada provavelmente não compraria outra no mesmo valor que tinha antes, ou pode até abandonar o esporte. O papel do seguro neste momento é fundamental. Quando o cliente vai a uma loja comprar uma bike, e vê a possibilidade de colocá-la no seguro, ele automaticamente pensa na probabilidade de comprar um equipamento melhor, porque sabe que vai ter a garantia do seguro”.

Fazer o seguro é fácil. O cliente deve apresentar uma nota fiscal comprovando valor igual ou maior que R$ 1,5 mil, preencher um rápido cadastro, efetuar o pagamento no valor proporcional a 5% do valor da bicicleta por ano e pronto.

Em caso de sinistro, você deve fazer um boletim de ocorrência e após acionar o seguro recebe em poucos dias o valor da sua apólice descontados os R$ 400 referentes à franquia.  

O número de apólices cadastradas para esse tipo de seguro cresceu 100% entre 2011 e 2012, e de 2012 para 2013 o número de clientes assegurados chegou a 300%. 

Importante dizer que: nenhum seguro cobre bikes desprotegidas, ou seja, sem a presença do seu proprietário. Se você deixar a sua bike presa no poste ou esqueceu no parque e a levaram, infelizmente, você dançou, tome cuidado.

Na cidade

Pedalar na cidade requer uma série de cuidados. O ciclista geralmente presta atenção no deslocamento e costuma não perceber que está sendo avaliado por olhos atentos, ou seja, tem que ficar esperto sempre. Um vacilo e diga adeus a sua magrela. Claro que não vamos generalizar, ainda existem lugares seguros para pedalar, mas tomar um pouco mais de cuidado não faz mal a ninguém.  Por exemplo:

– Antes de sair de casa procure estudar o local de destino, planeje o percurso e o que precisa levar para não ficar na mão.

– Durante o pedal, procure não se distrair. Falar ao celular e pedalar ao mesmo tempo o torna uma vítima fácil.

– Quando não estiver em movimento, procure observar o que acontece ao seu redor, evite o fator surpresa.

– Procure um lugar seguro para prender sua bike, de preferência um local visível que possa usar uma boa trava, cadeado ou corrente. 

– Não se esqueça de retirar os acessórios, eles são os itens preferidos dos oportunistas. Por exemplo: ciclocomputador, selim com blocagem, GPS, luzes, bolsa de selim, caramanhola, alforje etc.

– Nunca abandone a bicicleta sem trava nenhuma. Sua bike pode ser facilmente furtada enquanto você vai só até ali e já volta. Mesmo que seja algo rápido, leve sempre sua trava e use-a.

– Evite chamar a atenção se você tem uma bicicleta bacana. Procure disfarçá-la cobrindo a marca e detalhes chamativos com adesivos ou com câmaras de ar.

– Pedalar sozinho também é bom, mas, quanto mais gente estiver com você, mais seguro será o pedal.

– Ao estacionar, tenha o costume de deixar a bicicleta na marcha mais pesada. Em caso de furto, o meliante vai ter dificuldades na fuga.

– Preste atenção no que ela ficará presa e como irá prendê-la  durante sua ausência.  

Veja na ilustração abaixo como fixar corretamente a sua magrela.

Na trilha

Pedalar em contato com a natureza é uma experiência única. Trocar os ruídos das buzinas e o ronco dos motores pelo som relaxante da mata, rios e pássaros não tem preço. O terreno plano e regular agora dá lugar a subidas e descidas com areia, obstáculos rochosos, valas e muitas outras surpresas. Trilhar caminhos no mato requer cuidados, e não estamos falando só dos equipamentos de segurança, mas da sua segurança e da sua bike.

– Se estiver levando a bike de carro, ao chegar na trilha não deixe o carro com as bikes sem ninguém por perto. Opte por racks com travas, assim sua bike ficará mais protegida.

– Enquanto o grupo estiver parado, esteja sempre próximo da sua bicicleta e do seu equipamento. Mantenha tudo à vista.

– Evite levar objetos de valor que não sejam úteis para o seu pedal. 

– Não leve a carteira para passear. Separe somente o dinheiro que vai precisar durante o pedal e leve uma cópia da sua carteira de identidade (RG), deixando o original em casa.

– Nunca se aventure a pedalar por uma trilha desconhecida sozinho, evite problemas.

– Procure sempre um grupo que já tenha experiência com a rota e seus pontos de apoio.

– Se avistar alguma coisa suspeita durante o pedal, avise o staff.

– Usar uniforme pode ajudar a identificar o seu grupo. Caso algum estranho chegue perto, será fácil reconhecê-lo.

– Avise aos amigos ou familiares qual a rota que pretende fazer. Se você demorar a voltar, alguém saberá onde lhe procurar.

“Eu já tive bicicletas roubadas e sugiro que o ciclista coloque a bicicleta no seguro”, diz Cláudia Franco, idealizadora da Escola de Bicicleta Ciclofemini.  

Cláudia diz que lugares mais conhecidos ficam manjados não só pelos ciclistas, mas também por aqueles que estão a fim de roubar. “Se você estiver num grupo maior, eu acredito que seja difícil de a pessoa te abordar, a não ser que estejam armados. No transporte, evite chamar atenção durante o percurso. Se você estiver indo para a trilha de carro sozinho, dê preferência por levar a bike dentro do carro. Não podemos deixar de pedalar porque existem bandidos na rua, a gente tem que se precaver. Estamos todos sujeitos, quanto mais ciclistas estiverem alertas, mais recursos vão surgir para que a gente possa coibir esse tipo de assalto.” 

Na estrada

Pedalar uma bicicleta aerodinâmica com quadro e rodas feitos de carbono numa velocidade média de 40 km/h é algo inesquecível. Você literalmente se transforma numa verdadeira máquina de correr. Por esse e outros motivos que a disciplina mais antiga do ciclismo mundial tem conquistado cada vez mais adeptos no Brasil. Atletas profissionais, amadores e entusiastas da bicicleta realizam seus treinos em estradas mais tranquilas, com menos tráfego de caminhões. Dependendo da modalidade, o percurso pode chegar a 200 km num só dia. As speeds costumam ser bikes mais caras que a maioria das bicicletas, pois quanto mais tecnologia a bike tiver, mais cara ela será.

– Evite surpresas e decepções, coloque já o seu equipamento no seguro.

– Pedale sempre em pelotão ou grupo com mais amigos, pedalar sozinho na estrada pode não ser uma boa ideia. Por mais experiente que você seja, não arrisque.

– Verifique se está levando tudo o que precisa para não ficar na mão no caminho.

– Informe-se sobre o percurso e os possíveis pontos de risco. Os trechos próximos às regiões  metropolitanas são locais com altos índices de assaltos; evite-os.

– Fique atento à movimentação suspeita de pedestres próximo às pontes, passarelas, túneis e aclives.

– Se possível, mantenha uma equipe de apoio motorizada para sinalização do treino ou socorro em caso de eventuais problemas.

Enquanto não se constroem vias adequadas ao tráfego de veículos que propiciam a segurança do ciclista em locais que representam grande perigo de sinistros, o ciclista deve sempre buscar alternativas mais seguras para se pedalar. Há inúmeras estradas menos movimentadas e com paisagens belíssimas que valem a pedalada.

No dia 11 de janeiro, durante o treino de uma equipe feminina de ciclismo de longa distância, quatro atletas saíram de Cristais Paulistas, cidade próxima a Franca-SP, sentido Boituva-SP, com a expectativa de obter mais segurança no trajeto. Assim que chegaram em Ribeirão Preto pela rodovia Anhanguera, na altura do KM 314, as quatro ciclistas que estavam no acostamento foram surpreendidas por dois homens armados. 

“Foi horrível, um estava com um revólver e o outro com uma pistola”, disse Roberta Godinho, integrante da equipe. “Duas das nossas amigas conseguiram escapar atravessando a pista. Nós paramos na hora, entregamos as bikes e eles fugiram. O pior não foi o fato de terem levado as bicicletas, mas o trauma, a violência, a covardia, a falta de liberdade e segurança”, finaliza. 

Ao chegar à delegacia, a ciclista Erica Alves contou o que havia acabado de acontecer e a policial de plantão disse: “Vocês estavam pedalando sem escolta armada? Ninguém passa ali sem escolta”. Ou seja, a polícia já sabia que naquele ponto existia um alto índice de assaltos.

Após o incidente, um grupo da Polícia Civil de Ribeirão Preto vai apurar a onda de furtos e roubos de bicicletas na cidade. 

Em caso de furto ou roubo, o que fazer? 

Já ouvimos muitos casos em que o ciclista tentou fugir de uma tentativa de assalto, algumas bem-sucedidas e outras trágicas. Pelo sim ou pelo não, a coisa mais importante é preservar a sua vida. Caso você seja assaltado, não reaja.

– Tente manter a tranquilidade e a calma.

– Comunique ao ladrão tudo o que você vai fazer. Por exemplo, diga: “Eu vou pegar o celular que está na mochila”. Dessa forma ele não irá se assustar com os seus movimentos e isso aumenta a sua segurança.

– Não discuta e nem tente argumentar, faça o que ele pedir.

– Após o roubo, nem pense em ir atrás do ladrão. Ligue imediatamente para o 190, chame a polícia e faça o boletim de ocorrência.

Lembre-se: por mais cara que seja a sua bicicleta, não importa, entregue-a sem nem pensar duas vezes. Sua vida não tem preço.

 

Fonte: Revista Bicicleta por Martin Montingelli
http://www.revistabicicleta.com.br/bicicleta.php?como_proteger_sua_bike_contra_roubo&id=4623086

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